Quem é Frico Horvatich?


Respondemos a pergunta.

Desde o primeiro dia da Enquete que pergunta qual foi o melhor DJ de Cuiabá durante o ano de 2009, despontou o nome de Frico Horvatich.

E como pode ser facilmente acompanhado pelos comentários daquele post, enquanto uma boa parte da cena não o conhecia (Nota do Factóide: Nós  inclusive), havia uma pequena legião de amigos que o defendia e, principalmente, votava em seu nome.

Assim, Frico esteve sempre entre os primeiros lugares da enquete, e pode muito em breve se sagrar como DJ do Ano segundo a votação do publico. Mas a pergunta continua a ressoar: Quem é Frico?

Portanto, nada melhor do que uma pequena entrevista com o próprio para solucionar essa e outras questões.

Factóide!: Conte-nos um pouco de como veio (e desde quando) a se tornar DJ?
Frederico Horvatich: Bom! Tudo começou em 97 para 98 quando tive meu primeiro contato com música eletrônica (TECHNO). Como vim do interior, e lá não existiam festas deste gênero, o jeito era recorrer à internet.
O tempo que eu passava em frente ao computador era escutando rádios de cunho eletrônico on line, principalmente a Digitally Imported.
Sempre que ia nos clubs onde eu morava, prestava atenção nos DJs e cada vez mais me despertava a vontade de ser DJ.
O tempo foi passando e eu não perdia as oportunidades de vir para Cuiabá, principalmente após ter descoberto a fonte das festas eletrônicas. A partir daí fui a algumas edições da Santa Rave, Da Manga, algumas privates, e no final do e-club. Porém o desejo de discotecar veio mesmo a tona na época da Floor.
Somente no início do ano de 2007 pude realizar esse desejo. Dois amigos meus, que eram DJ’s em Curitiba/PR estavam passando uma temporada na cidade onde eu morava, nas férias de fim de ano 2006/2007, onde tive a oportunidade de ter o primeiro contato com os CDJs.
No meio do mesmo ano comprei meu primeiro equipamento: um par de CDJ 200 e um DJM 800 e comecei tocando psy trance.
Trabalhei em torno de um ano com o psy trance, busquei outras vertentes como electro, progressive e o minimal assim no último ano e meio, acabei adotando o techno e tech house, mesclando um pouco de house e deep house.

F!: Quais são as suas influências musicais?
Frico: Em razão do elevado número de DJs e produtores nacionais e internacionais de qualidade existente no mercado, a relação ficaria um tanto extensa.
Poderia citar inumeros, tais como: UMEK, Style of Eye, Jerry Ropero, Mastiksoul, Depeche Mode, Oliver Huntmann, Vitalic, Bart Skils, Anthony Rother, Marky, Mau Mau, Anderson Noise, Gui Boratto, Murphy, Shitsu e Spawn, dentre outros.
Enfim, existem muitos e conforme vou pesquisando e escutando, o número vai aumentando. Então cito aqui os que realmente me influenciaram tanto a tocar quando a buscar novos artistas na cena eletrônica mundial, são eles, Rodrigo Farinha (Faraz) e Giovani Curvo, os quais tenho grande admiração e que considero amigos meus, e também Jairo Lens e TIM TIM.

F!: CDJ, vinil ou laptop?
Frico: Comecei no CDJ. Hoje atuo mais nas Pick-ups juntamente com o Serato e sempre que possível adquiro novos vinis.

F!: Você espera ser considerado o melhor DJ de Cuiabá em 2009, caso fique em primeiro lugar na enquete do Factóide?
Frico: Antes de responder a pergunta, primeiramente gostaria de mencionar que fiquei de certo modo feliz apenas pelo fato de ter tido meu nome inserido na enquete, posto que não tive ainda muita oportunidade de visibilidade na cena. Fui agraciado por Deus e por aqueles que gostaram de meu trabalho.
Não espero ser o melhor. Tenho meu estilo, meu diferencial, assim como todos na lista tem os seus. Apenas luto pelo reconhecimento de meu trabalho.
Interpreto esta enquete como uma ferramenta de mostrar quem se destacou de alguma forma, embora às vezes se destacar não seja o mesmo que ser o melhor.
Existem muitas particularidades para serem avaliadas na cena eletrônica, tais como melhor produtor, melhor música, melhor técnica, DJ/Produtor revelação, performance, carisma, dentre outros, ressaltando assim o comentário do Rodrigo Farinha (Faraz) na enquete.
Inclusive ele, Rodrigo Farinha, é atualmente para mim o melhor da cena eletrônica regional, independentemente do destaque ou visibilidade que teve no decorrer do ano.

F!: Nos conte, como está fazendo sua campanha (para a enquete)?
Frico: Vi uma oportunidade de visibilidade quando fiquei sabendo da enquete. Como todos puderam visualizar, disponibilizei o link da enquete no MSN e Orkut, enviando também alguns scraps para pessoas que poderiam ajudar a difundir a enquete.
Acredito que apenas disponibilizar o link não surtiria muito efeito, visto que o voto na enquete é secreto, e os que se direcionaram ao endereço do link, poderiam ter votado em quaisquer DJ’s que lhe fossem do agrado. Ainda mais tendo os votantes, 3 opções de voto.
Tive a sorte e honra de ter meu trabalho reconhecido por algumas pessoas. E fiquei muito feliz também por ter meu trabalho reconhecido não só pelo público, mas também por um profissional da cena o qual o tenho como influência: Rodrigo Farinha (Faraz). Você ser reconhecido pelo público é maravilhoso, mas ter seu trabalho elogiado por um jurado técnico, crítico e reconhecido são outros quinhentos!

F!: O que você acha de toda essa comoção (positiva e negativa), em torno da votação?
Frico: Eu, mais do que ninguém, estou achando ótimo! Está sendo a oportunidade de visibilidade que eu tanto lutei para poder pôr meu trabalho à prova do público e colegas DJs.
Sabemos nós que, nem todo profissional tão visível é necessariamente o melhor! Mas para se tornar o melhor, ele tem de ter aprovado seu trabalho, e só aprovarão após terem ouvido o mesmo, necessitando-se assim de visibilidade.
Como diz o jargão: a propaganda é a alma do negócio. Tem gente muito boa na cena que apenas não despontou porque não teve ainda oportunidade de mostrar seu trabalho. E tem gente que tem seu nome muito citado nem sempre por ter um trabalho tão diferenciado, mas por porque tem a chance de estar sempre na mídia.
Só para se ter idéia da força da mídia, eu estou há mais de 02 (dois) anos nas festas e tocando sempre que posso, mas só consegui ter uma certa visibilidade, e se Deus quiser terei a oportunidade de mostrar meu trabalho, após algumas discussões entre entusiastas da cena eletrônica neste Blog.
Graças à tal visibilidade, os vereadores e deputados mais votados em nossa cidade têm sido ultimamente apresentadores de programas de televisão, e nem por isso eles são necessariamente os melhores.
Vi muita gente estranhando e até criticando a minha votação. Só quero lembrá-los que, não é porque não tive a chance de visibilidade que necessariamente meu trabalho tenha sido ruim. Tenho meu estilo e faço o que faço com paixão, com pesquisa, com fervor. Vejo isso como alguns diferenciais.
Essa comoção em torno da enquete, eu acho muito interessante não só para mim, mas para toda a cena eletrônica, pois quando nos mexem o/no Ego, a gente tenta não apenas ser melhor que esse ou aquele colega-concorrente, mas acima de tudo nos superar cada vez mais, e quem ganha com isso é o público.

F!:Você sempre toca em afters em Cuiabá, não? Justifica a sua fama de tomar conta das cdjs no after?
Frico: Comecei a realizar as primeiras after’s em casa mesmo, para pouca gente. Só os mais “chegados” iam.
Era uma forma de fazer o que eu gostava, aprimorando meu trabalho e por tabela, divulgar meu nome. A cada after, apareciam mais pessoas diferentes e por conseguinte, aumentava o público.
Então, a cada Rave que fosse acontecer, nós organizávamos uns esquentas ou afters em casa, comparecendo inclusive alguns DJs da cena, como Careca, F.Fella, Zaum, Will, Kamello, Gorduraz e principalmente o Rodrigo Farinha (Faraz), que compareceu em praticamente todas.
Como voltei a residir em apartamento, e consequentemente perdemos espaço, começamos a locar chácaras para realizar as privates e afters.
Deu certo! A cada private ou after que organizamos, o público aumentava ainda mais, e assim mais gente passou a escutar meus sets e graças a Deus gostaram. E sempre que rolam as pvt, essas pessoas voltam para prestigiar.

22 Respostas para “Quem é Frico Horvatich?

  1. Bom, depois de tuuuudo o que foi dito, tanto no post da enquete quanto na entrevista, o que ficou foi a curiosidade sobre o trabalho do tão falado Frico, espero poder curtir o som em breve!

  2. uma pergunta q faltou:
    De onde vem o nome ‘Frico’ ?

  3. cami@
    Não tem nada de tao assim na história do apelido até onde me lembro hehehe.
    O apelido, Frico, ganhei no tempo de escola, 6ª ou 7ª série, não me lembro ao certo como surgiu….
    lembro que um amigo da classe falava meu nome, Frederico, muito rápido e meio enrrolado e soava algo parecido com Frico, algum outro amigo adaptou e passou a me chamar por esse apelido que no final das contas pegou demais e geral me chama assim até hoje.
    É mais ou menos por isso.
    🙂

  4. Pouts… show de bola a entrevista, mostrou o quão bacana e lutador você é…e parceria a parte, é nos afters e privets que a gente sente a batida e você mais do que nunca esteve presente..

    Parabéns meu amigo!

  5. Põe ele pra tocar no Garage…. hehe
    Baixei as músicas dele e gostei muito mesmo, realmente mais do que esperava.

  6. Danillo@

    Muito obrigado pelo comentario e pelo incentivo heheheh
    que bom que gostou!!!
    vlws ae

  7. É justo essa colocação do Frico pelo seguinte ponto de vista. O Horvatich foi um dos DJs que mais movimentaram a cena de música eletrônica alternativa, ou underground (como preferirem), durante o ano de 2009.

    Desde o ano de 2008, quando as festas começaram a acontecer em sua antiga casa no Shangri-lá, já havia um publico considerável considerável. Com mais mais de 100 frequentadores por evento.

    Esses eventos foram acontecendo em outros lugares, na Chácara do Samurai, no Mingal, em Chapada… Sendo que nas ultimas edições o público já ultrapassava a faixa dos 500 pagantes.

    Esse público é formado por uma clásse que não se encaixa propriamente na alta sociedade cuiabana. Mas que têm condições financeiras de curtir, conhecer e frequentar o melhor club da cidade e as melhores festas, tanto nas Áreas Vips como nas pistas.

    Um público que Frico vem cultivando há um bom tempo. São pessoas que mais têm a ver com uma cena alternativa. Eles surgiram e hoje são um numero muito considerável de formadores de opinião. Sabem e conhecem muito a música eletrônica, além de terem grande intusiasmo.

    E devem ser levados em consideração, pois curte um som como ninguém. E é uma galera que acho muito bacana, por simplesmente “serem de rocha”…

    Se fomos comparar Cuiabá com os grandes centros urbanos mundiais. É o publico da musica eletrônica que cresce para o lado certo. Trazem um espirito meio cibermano (sem aquele visual agressivo), mas que gosta de ouvir, DJ Careca, Frico Horvatich, Giovani Curvo e também o Faraz.

    eheheheheheheheheeh

  8. Da-lheeeeeee Fricão

    mano tudo que se planta colhe !!!

  9. Clovis Leite Junior

    HEHEHE pois quero ouvir a RUFERAAAAA la no garage e ta perto fricao relaxa heheheh

  10. Faraz@
    grande brother que sou fãzao mesmo… mto obrigado pelas palavras…
    grande abraço

    agradeço tb ae pela força também ao Kamello@ ao Wand@ meu melhor amigo Clovis@ e também ao Lisandro@ pelo reconhecimento no primeiro coments….

    vlws!!!

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