
O autor do livro Festa Infinita faz uma pergunta.
Tomás pergunta: O que o livro “Festa Infinita” não é?
Tomás responde: “Festa Infninta” não é um livro moralista, não é um livro de denúncia, não se enquadra no jornalismo policial, não é sensacionalista, apesar de ser um tanto sensorial. Não é jornalismo marrom, e sim multicolorido. Não é antiético, apesar de olhar pelas fechaduras alheias. Não é uma obra que faça juízos de valor, que espalhe preconceitos ou que exponha personalidades ao ridículo. Não é um livro sobre drogas, apesar de se aprofundar no assunto. Apesar de se aprofundar até um pouco demais, na opinião de alguns.
Não é um relato apaixonado, apesar de ter um bocado de paixão na escrita. Não é parcial, apesar de não se apegar à imparcialidade. Não é a bíblia do mundo trace. Não é o livro de cabeceira dos ravers. Não é um manual para ravers iniciantes, nem um alerta a pais preocupados. Não é apologético nem reacionário. Não é careta. Não é simples nem simplista. Não é voltado para um público alvo específico.
Não é quadrado, nem retangular, nem plano, elíptico talvez. Não é uma tentativa de ganhar dinheiro a qualquer custo. Não é uma jogada de marketing. Não é chato. Não é mal escrito. Não elabora teorias e cita pouquíssimas delas. Não é tacanho, obtuso, estreito ou careta. Não é o prefácio. Não é a orelha ou a quarta capa. Não é uma campanha publicitária, nem uma resenha de livraria. Não é ficção, apesar de ser literatura. Não é o que quem não leu anda falando.
Tomás Chiaverini é jornalista, escreveu o livro Festa Infinita (que nós lemos) e conta a saga do livro no blog Antes da Estante.
P.S.:
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3 respostas Até agora ↓
Daniel Soares // Abril 30, 2009 às 8:01 pm
to precisando ler logo este livro!
Lucas // Abril 30, 2009 às 8:58 pm
escreve nada o garoto!
O que o livro “Festa Infinita – o entorpecente mundo das raves” não é? « Antes da Estante - Os bastidores de um livro-reportagem // Maio 5, 2009 às 10:11 pm
[...] Tomás Chiaverini on Maio 4, 2009 Semana passada, recebi uma proposta um tanto inusitada do site Factóide. Pediram que eu fizesse uma pergunta para que eu mesmo respondesse. Achei bem bacana a idéia, e [...]